CULPA POR SENTIR PRAZER? É SERIO ISSO, MENINA?

 

Eu tenho certeza de quem você também ja se sentiu culpada depois daquele momento de prazer individual.

Mas não nascemos com a ideia de que o prazer é algo errado, isto é ensinado. 

 

Neste artigo você vai entender como a cultura e a religião vem moldando ao longo do tempo o comportamento da mulher, nos fazendo parecer promíscuas quando exercemos a nossa liberdade sexual. É um verdadeira explosão na cabeça quando esse tabu se rompe e nós passamos a entender o sexo não só como prazer, mas também como uma necessidade fisiologica e emocional.

 

Entender que está presa é o primeiro passo para se libertar. 

 

 

Uma vez que o prazer é parte vital da nossa existencia,

afinal através dele equilibramos o nivel de estresse ao qual

somos submetidos diariamente, negar isso seria de fato mutilar

 

 

A MUTILAÇÃO DA SEXUALIDADE FEMININA

 

Sim, MUTILAÇÃO é a palavra que na minha humilde concepção mais se aplica ao que é feito com a mulher desde a infancia, quando ela começa a descobrir o próprio corpo e durante toda a sua vida. 

 

Não é incomum ver adultos dando risada de meninos “puxando o piupiu” enquanto as meninas são doutrinadas a ignorar o próprio corpo, sob pretextos absurdos embasados em crenças culturais e religiosas, que desde os primórdios ensina que as mulheres não têm direito ao prazer.

 

Uma vez que o prazer é parte vital da nossa existencia, afinal através dele equilibramos o nivel de estresse ao qual somos submetidos diariamente, negar isso seria de fato mutilar. O sexo vai muito além de apenas uma necessidade biologica, é uma questão de bem estar psicologico. Estudos comprovam que uma vida sexual saudável reflete diretamente nas nossas demais saúdes.

 

 

Embora essa seja uma pauta tratada hoje em dia

com mais naturalidade ainda está longe de ser o ideal,

principalmente se tratando da vida sexual feminina

 

 

O PRAZER E A SAÚDE MENTAL FEMININA

 

Segundo a definição da OMS, saúde não é apenas a ausencia de doenças, mas o estado completo de bem estar fisico, emocional e mental. 

 

Que o sexo, quando feito com respeito, nos traz um sensação de bem estar é inegavel. Mas o que grande parte das pessoas e, principalmente das mulheres não sabe é que uma vida sexual saudável impacta diretamente na saúde mental e emocional.

 

Falar de saúde sexual não inclui somente a prevenção de DSTs (doenças sexualmente transmissiveis) mas é tambem sobre a liberdade de poder expressar a sexualidade das mais variadas formas com respeito, compreensão e segurança. 

 

Por isso se faz tão importante um diálogo franco dentro das relações, longe de julgamentos e preconceitos, criando assim um ambiente seguro para falar abertamente sobre desejos, fetiches, vontades, inseguranças e desconfortos. 

 

Embora essa seja uma pauta tratada hoje em dia com mais naturalidade ainda está longe de ser o ideal, principalmente se tratando da vida sexual feminina. Alguns tabus e crenças que marcaram a trajetoria de nossas ancestrais ainda respingam na sexualidade da mulher no dias atuais, limitando o nosso direito ao prazer e, consequentemente prejudicando a saúde como um todo.



Uma vez que a mulher aprende a negar o seu prazer,

é impossivel viver a plenitude do sexo,

dificilmente haverá dialogo aberto nas relações pois

ela estará sentindo-se sempre culpada pelos seus desejos.

 

 

RELIGIÃO E SOCIEDADE - O IMPACTO NA VIDA SEXUAL DA MULHER

 

Uma das formas mais eficazes do controle de massa, é a doutrinação através do medo. Tanto que esse tipo de conduta vem sendo utilizada há milênios por culturas e religiões. 

 

E vamos combinar que se tem uma coisa que as pessoas adoram, é opinar na vida sexual da mulher. Nós crescemos cheias de tabus e “não podes” plantados por uma sociedade hipocrita que vive o sexo como se fosse um crime, e condena quem escolhe vivê-lo com liberdade.

 

Ainda cedo, nos catecismos e escolas dominicais, as crianças aprendem que o prazer é algo pecaminoso, que deve ser feito apenas dentro de um casamento e com muitas restrições, principalmente para a mulher. 

 

Toda essa crença limitante leva a uma ou algumas travas. Uma vez que a mulher aprende a negar o seu prazer, é impossivel viver a plenitude do sexo, dificilmente haverá dialogo aberto nas relações pois ela estará sentindo-se sempre culpada pelos seus desejos. E como ja dizia uma dessas filosofas do mundo do funk: “quem não goza gostoso inferniza a vida do outro”. 

 

E por isso é tão importante falar cada vez mais sobre esse assunto, trazer essa pauta para rodas de conversa com naturalidade e o devido respeito que o tema merece. É preciso que as mulheres sintam-se cada vez mais a vontade para falar sobre seus desejos, vontades e inseguranças.

 

 

E talvez, seja esse o grande medo do patriarcado.

 

 

 

POR QUE A SOCIEDADE NÃO QUER QUE A MULHER SINTA PRAZER?

 

O motivo exato para as pessoas se preocuparem tanto com o que a gente faz com a nossa pepeca ainda é desconhecido. Na verdade eu ainda não encontrei uma explicação lógica para essa “proteção” com a “honra” da mulher. Para falar a verdade vejo mais como um controle para que não conheçamos o nosso verdadeiro poder. 

 

Para aqueles, que como eu acreditam no Universo Quantico, espiritual e mistico, é muito obvio que a sexualidade da mulher foi podada para que ela não tivesse acesso ao poder, uma vez que a energia sexual destravada contribui para o destrave de todas as outras areas da vida também.

 

Agora imagine que se com todas as dificuldades e tabus criados em torno da nossa sexualidade, ainda assim conseguimos dar conta, se tivessemos a liberdade de nos curar e prosperar em abundancia, dominariamos o mundo. E talvez, seja esse o grande medo do patriarcado.

 


E como toda ação tem uma reação proporcional,

com o sexo não poderia ser diferente.

Os desejos existem, eles estão ali e não podem ser negados...

embora sejam escondidos.

COMO COMEÇAR A QUEBRAR TABUS

 

A maneira mais eficaz ainda é o diálogo. Não ha outra forma de conscientizar e levar informação senão através da comunicação. Falar abertamente, procurar ajuda profissional, consumir conteúdos que ajudam a entender a sexualidade feminina como parte da rotina e da qualidade de vida. 

 

Quando o dialogo dentro da relação (seja ela permanente ou casual) não ocorre ou ocorre com restrições e tabus, não tem como o outro saber as vontades do parceiro, e pode acreditar que isso dificulta e às vezes até impossibilita a chegada ao orgasmo.

 

E como toda ação tem uma reação proporcional, com o sexo não poderia ser diferente. Os desejos existem, eles estão ali e não podem ser negados, embora sejam escondidos. E como toda represa que enche e transborda, assim tambem funciona com os impulsos sexuais. De tanto represar alguns desejos, eles acabam transbordando. Esse é aquele momento em que o sexo se apresenta através do submundo, da clandestinidade, do proibido — e muitas vezes se manifesta através da pornografia e da prostituição.

 

Quando o desejo é tratado como pecado, ele não desaparece. Ele apenas muda de lugar. E muitas vezes esse lugar é silencioso, secreto e solitário.



O problema não está apenas na existência dessas práticas,

mas no motivo pelo qual tantas pessoas recorrem a elas:

 

 

A INDUSTRIA CLANDESTINA DO DESEJO

 

Quando o desejo é reprimido ele não desaparece, apenas fica escondido e cedo ou tarde será manifestado. Quando tratado como pecado ou algo vergonhoso, o desejo sexual é buscado em silencio, de forma solitária, em segredo, muitas vezes em ambientes que não existe afeto ou conexão real. 

 

E este é o cenário ideals para que a indústria do desejo se fortaleça cada vez mais. Sem espaço de fala na sociedade e até dentro das relações não é incomum que as pessoas busquem por prazeres em rotas alternativas. É aí que a pornografia e prostituição acabam surgindo como “valvula de escape” para expressar os desejos que nunca puderam ser falados em voz alta.

 

O problema não está apenas na existência dessas práticas, mas no motivo pelo qual tantas pessoas recorrem a elas: não por liberdade consciente, mas por carência, compulsão, solidão e falta de espaço seguro para viver a sexualidade com naturalidade.

 

E se por muito tempo a pornografia foi vista como algo “masculino”, hoje a realidade é outra: cada vez mais mulheres também consomem esse tipo de conteúdo. Não por falta de caráter ou excesso de desejo, mas muitas vezes por falta de espaço para se expressar.

Quando não existe diálogo dentro da relação, quando há medo de julgamento ou vergonha de pedir o que se quer, muitas mulheres acabam buscando sozinhas aquilo que deveriam viver com naturalidade: liberdade, fantasia e prazer. E assim, o desejo que deveria ser acolhido se transforma em segredo.


Um ponto em comum entre estas 3 tematicas

é o protagonismo do prazer feminino.

Ou seja, a mulher como o centro do prazer.

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O QUE AS MULHERES REALMENTE BUSCAM

 

Quando olhamos para o que as mulheres pesquisam, fica claro: elas não estão buscando exagero. Estão buscando verdade. 

 

Segundo dados de 2025 da revista Marie Claire entre os topicos mais procurados, destacam-se: lésbicas, sexo oral em mulheres e amadores.

 

Um ponto em comum entre estas 3 tematicas é o protagonismo do prazer feminino. Ou seja, a mulher como o centro do prazer. A curiosidade e o foco no prazer feminino que as cenas lésbicas oferecem, o sexo oral em mulheres mostrando claramente busca direta por estímulo real e prazer clitoriano e, o sexo amador trazendo o desejo de algo autentico, real, menos performático. 

 

Para a mulher o sexo acaba sendo mais sensorial, mais preliminar, mais beijo, mais toque, mais abraço, mais de tudo que faça a espinha arrepiar Por isso tantas mulheres tem dificuldade de “chegar la” com o parceiro. A falta de comunicação impede essa conexão tão gostosa que faz o sexo acontecer de forma plena 

 

Mulher não quer performance. Quer presença!

 

 

E fica um alerta para os homens:

mulher que não se sente desejada, ouvida e satisfeita

dificilmente se sente plena dentro de uma relação.

 

 

 

QUANDO A PERFORMANCE SUBSTITUI A CONEXÃO

Não é incomum ouvir, na rodinha de conversa das amigas, resenhas sobre a performance desastrosa da grande maioria dos homens. É um tal de “eu adoro ver mulher gozando”, mas na prática mesmo, nem um terço deles consegue essa façanha.

Se parte desse comportamento se deve à falta de comunicação, uma outra parte muito importante pode ser atribuída à pornografia. Os homens, na sua grande maioria, acabam aprendendo sobre sexo assistindo a filmes pornôs ainda na adolescência. Ou até mesmo têm seu primeiro contato com a vida sexual através da prostituição, muitas vezes, em alguns casos, levados por seus próprios pais, que associam esse tipo de comportamento à masculinidade. Isso cria um estigma na cabeça masculina, ligando o sexo diretamente à promiscuidade.

Quando a sexualidade sai das telas e vem para o mundo real, o natural é que o homem sinta necessidade de reproduzir as performances exageradas dos atores, esquecendo que aquilo é apenas uma atuação, criada justamente para disparar a excitação de forma quase instantânea. Isso é realmente frustrante, porque na real mulher gosta mesmo é de gozar apreciando.

A mulher costuma precisar de tempo, de toque, de presença, de segurança emocional, de preliminares bem feitas. Precisa sentir o clima, sentir o olhar, sentir o beijo, sentir o momento. E quando isso não acontece, é praticamente impossível chegar ao clímax.

E é aí que nós, reles mortais, apelamos para a boa e velha “justiça com as próprias mãos”, que quase sempre acontece com a ajudinha de alguma cena bem explícita. O perigo está quando essa “escapadinha” vira vício e começa a prejudicar as demais áreas da vida. Segundo pesquisa do site PornTub de 2022, cerca de 10% das mulheres que consomem pornografia acabam se tornando dependentes. Mas esse é um assunto para outra conversa né, menina.

O fato é que, com a falta de conexão, as mulheres estão buscando outros meios de se satisfazer. E fica um alerta para os homens: mulher que não se sente desejada, ouvida e satisfeita dificilmente se sente plena dentro de uma relação.

 

POR FIM…

 

…No fim das contas, o problema nunca foi o sexo. Foi o silêncio.

Como deu para perceber, a gente está falando pouquíssimo sobre prazer com nossos parceiros, e isso deixa eles confusos, sem saber como nos tocar, como nos conduzir, como nos fazer chegar lá.

E isso não é culpa nossa. Nem deles.
A culpa é de uma doutrinação ultrapassada que ensinou mulheres a enxergar o prazer como pecado, e homens a enxergar o sexo como performance.

Quando uma mulher cresce aprendendo que sentir prazer é errado, ela se desconecta do próprio corpo. Aprende a fingir, engolir vontades e aceitar migalhas como se isso fosse normal.

Entender que prazer não é promiscuidade é como voltar para o próprio corpo. É aquela sensação acolhedora de voltar para casa. E quando uma mulher se permite viver sua sexualidade com presença, consciência e verdade… ela não se torna “menos respeitável”.

Ela se torna inteira.

Porque o prazer não deveria ser segredo.
Deveria ser direito.

 

Prazer é um luxo. E você merece. 🌙🖤